PRINCIPAL

CIDADE/OPINIÃO TURISMO/ECOLOGIA CULTURA/COMUNICAÇÃO

CULTURA/COMUNICAÇÃO

LITERATURA

VIDA, QUE TE QUERO VIVA!

VIVA, QUE TE QUERO VIDA!

Sebastião Carvalho mahabhutani@yahoo.com.br

O PESCADOR E O FILÓSOFO

O Rei tinha por rotina realizar uma audiência mensal, na qual tomava conhecimento de questões de seus súditos, para então analisá-las e resolvê-las.

Numa dessas sessões, que se estendeu morosa e aborrecidamente por quase todo o dia, surgiu, finalmente, algo interessante.

Saindo de um canto do salão, apresentou-se um humilde e tímido pescador que, após a saudação de praxe, anunciou que trazia um presente para o poderoso senhor, um agrado simples, porém sincero, fruto do seu labor. E apresentou ao Rei uma cesta de peixes, preenchida somente até à metade.

O soberano estranhou a oferta daquele meio presente, que contrariava os costumes, pois era de praxe que toda cesta de peixes dada ao Rei teria obrigatoriamente que estar abarrotada... mas conteve-se e, analisando rapidamente a situação, resolveu dar o troco àquele insolente súdito. Pegando uma pequena bolsa, encheu-a com moedas até à metade, e, ofertando-a ao pescador, disse:

— Tendo recebido de ti uma modesta cesta meio cheia, bom e atencioso amigo, apresso-me em retribuir tamanha gentileza, oferecendo-te esta modesta bolsa meio vazia!

— Meu Deus! — retrucou o pescador, permiti-me, ó bondoso Rei, fazer um ligeiro reparo às vossas palavras... Eu, na verdade, vos ofereci uma cesta meio vazia; e recebo em roca, de vossas mãos, esta valiosa bolsa meio cheia!

E arrematou, enfaticamente:

— A verdade deve ser dita, ó Rei! Aquele que dá, dá sempre a cesta meio vazia; aquele que recebe, recebe sempre a bolsa meio cheia. Pouco valem alguns peixes. Uma lembrança, nada mais, porém a dádiva de um Rei generoso e justo, não é um simples presente, mas um elogio!

Surpreso com aquelas palavras, pronunciadas com desenvoltura por um simples pescador, de roupas encardidas e aparência bastante pobre, o Rei, dirigindo-se a seus assessores, disse:

— Vejam só como este bom e modesto pescador tem sensibilidade e inteligência! Dir-se-ia que na verdade se trata de um verdadeiro filósofo! Não acham?

O pescador, atento às palavras do Rei, atalhou:

— Perdoe-me, poderoso Rei! Mas acho natural que um pescador seja filósofo, pois sei de muitos filósofos que são pescadores.

Os servidores do Rei admiraram-se da desenvoltura e inteligência do pescador, que estava dialogando de igual para igual com o poderoso senhor!...

— Filósofos pescadores? – estranhou o Rei – Muito me admira!

Voltou-se então para o seu mais destacado assessor, um homem que era admirado por seu alto saber e reconhecida honradez, indagando:

— Julgas que esse pescador proferiu a verdade? Há filósofos que são pescadores? Não será uma fantasia ou um descabido exagero?

Atendendo à ordem do Rei, o sábio manifestou-se com firmeza e emoção:

— Poderoso Rei, o que esse honrado pescador afirma é a mais pura verdade! Quando me sinto fatigado de ler e de ouvir os filósofos, e os doutos senhores da lei; quando sou tomado pelo cansaço, por haver trabalhado duro em audiências intermináveis ou em aulas nas quais tenho que dar tudo de mim; quando sou vencido pelo tédio ao estudar velhos alfarrábios, — pego a minha rede, meus apetrechos de pesca e vou com meu filho mais moço, até o meu rio preferido, fazer um pouco de pescaria! Como isso me relaxa e repousa!... Esqueço os problemas da vida, as inquietações do dia a dia, livrando-me por algumas horas das tristezas e dificuldades, passando a desfrutar de uma tranqüilidade que vivifica a minha existência, dando-me forças e ânimo para continuar!... A vida mais vivida não é a vida do filósofo, mas a do pescador! Como disse o vosso inteligente súdito, há muitos filósofos que são pescadores.

O Rei apreciou muitíssimo o depoimento de seu assessor-filósofo, mas restou em seu íntimo uma dúvida:

— Aceito que um filósofo possa ser também um pescador, mas duvido que o oposto possa ocorrer! Como pode um pescador tornar-se filósofo?

— Com a benevolente permissão do nosso poderoso monarca – disse o pescador — vou tentar esclarecer essa dúvida.

— Nada há de estranho nessa possibilidade. Quando me sinto cansado da pesada faina de um pescador, quando minhas forças se mostram quase totalmente exauridas pelo trabalho duro do dia a dia, leio bons livros ou procuro a companhia de homens versados em filosofia, pondo-me também a filosofar! É realmente uma delícia esse exercício saudável, que nos tira do pesado e às vezes enfadonho cotidiano, levando-nos a visitar planos mais sutis da realidade, desenvolvendo nosso raciocínio e sensibilidade!

O monarca mostrava-se encantado com tudo que estava ocorrendo no final de uma audiência que poderia ter sido mais uma corriqueira e enfadonha sessão de queixas e reclamações! Agradeceu aos céus por tudo quanto lhe foi dado aprender com os seus nobres e inteligentes súditos, que presenteou com palavras de reconhecimento e sinceros agradecimentos...

SEBASTIÃO CARVALHO é sociólogo, professor, acadêmico do Cenáculo Fluminense de História e Letras, - Niterói RJ, e antigo membro da A.B.I.


COMUNICAÇÃO

CURUCACA é uma aguda observadora de tudo que acontece!... Ela gosta de expressar seus sentimentos e opiniões livremente!...Ela passeia pelas áreas verdes desta cidade, vendo, pensando!... Ave característica desta região, ela está sempre vigilante, com seu bico comprido e seus olhos perscrutadores!...  

CURUCACA gostou das iniciativas do IBAMA e do Corpo de Bombeiros de Urubici, que propuseram parcerias com A VOZ DE URUBICI. Quem ganha é a sociedade urubiciense.

CURUCACA não gostou de ver que o atendimento médico-hospitalar continua precário, na cidade. Há falta de profissionais para atender à demanda, em tempo hábil.

CURUCACA bicou administradores que deixaram de preparar as ruas da cidade para suportarem as chuvas de primavera-verão. O povo sofre com o lamaçal e os buracos!

CURUCACA preocupou-se ao saber que o Aqüífero Guarani pode estar sendo poluído em nosso município. E apela a todos para que se esforcem, cada qual dentro de suas possibilidades, no sentido da preservação desse patrimônio natural da Humanidade.

CURUCACA alegrou-se com o trabalho do governo estadual, que atua a nivel internacional, buscando incrementar o turismo em Santa Catarina, estando, inclusive, empenhado na realização de um importante evento em Florianópolis, em 14-18 de maio de 2009. Urubici poderá beneficiar-se com os contatos que estão ocorrendo, e os que deverão acontecer proximamente.


MENSAGENS DOS LEITORES - publicamos mensagens recebidas, resumidas, desde que vazadas em linguagem adequada, respeitosa, e não sejam anônimas ou falsas.

From: parque nacional de sao joaquim Date: 4/11/2008 17:58:16

To: sbc@nitcult.com.br Subject: Congratulações Boa Tarde Sr. Sebastião.

A equipe de servidores do Parque Nacional de São Joaquim, atualmente vinculado ao ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - antigo IBAMA) vem a público parabenizá-lo pela criação do jornal A Voz de Urubici, esperando que no futuro este venha a se tornar um veículo de comunicação referência em toda Serra Catarinense, quiçá no Estado de Santa Catarina. Assim sendo, desde já nos colocamos a disposição de Vossa Senhoria. Um abraço.

Michel Omena Analista Ambiental - Chefe do Parque Nacional de São Joaquim = Av.Felicíssimo R. Sobrinho, 1542 CEP. 88.650-000 URUBICI - SC Telefax (49) 3278 4002 - Esta Unidade de Conservação Federal faz parte do Inst.Chico Mendes Conservação da Biodiversidade ICMBio.


VOLTAR


© Copyright 2008  - CULTSERRA  jornal on line - Direitos Reservados.